Thursday, June 13, 2013

A IMPORTÂNCIA DO PERDÃO


O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no  Passoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa. Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo. Desejo tudo de ruim para ele.Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:

- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como  ficou. O menino achou que seria uma brincadeira divertida e passou mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:

- Filho como está se sentindo agora?- Estou cansado mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo.

Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então lhe diz ternamente:- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você .O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos. Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras;

*        Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações;
*        Cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos;
*        Cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter;
*        Cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino.                   

                                             Autor Desconhecido

Girassóis e Miosótis


    O girassol é flor raçuda,que enfrenta até a mais violenta intempérie acaba sobrevivendo.Ela quer luz e espaço e em busca desses objetivos, seu corpo se contorce o dia inteiro.O girassol aprendeu a viver com o sole por isso é forte. Já o miosótis é plantinha linda,mas que exige muito mais cuidado.Gosta mais de estufa.
    O girassol se vira... e como se vira! O miosótis quando se vira, vira errado. Precisa de atenção redobrada.Há filhos girassóis e filhos miosótis. Os primeiros resistem a qualquer crise: descobrem um jeito de viver bem, sem ajuda.
    As mães chegam a reclamar da independência desses meninos e meninas, tal a sua capacidade de enfrentar problemas e sair-se bem.Por outro lado, há filhos e filhas miosótis, que sempre precisam de atenção.
    Todo cuidado é pouco diante deles.Reage desmesuradamente, melindram-se, são mais egoístas que os demais,ou às vezes,mais generosos e ao mesmo tempo tímidos, caladões, encurralados.
    Eles estão sempre precisando de cuidados.O papel dos Pais é o mesmo do jardineiro que sabe das necessidades de cada flor, incentiva ou poda na hora certa.
De qualquer modo fique atento. Não abandone demais os seus girassóis porque eles também precisam de carinho...e não proteja demais os seus miosótis.
    As rédeas permanecem com vocês...mas também a tesoura e o regador.Não negue, mas não dêem tudo que querem:a falta e o excesso de cuidados matam a planta...
                           Autor Desconhecido

Meu contato com a leitura

A minha experiência com a leitura começou ainda criança, e em especial lembro muito da escola, dos volumes da coleção Para Gostar de Ler e da Coleção Vagalume, não tenho vergonha de publicar que só depois, com mais experiência e discernimento, tornei-me um grande fã da literatura brasileira e portuguesa, o que também depois resultou em divergências para algumas pessoas, pois para alguns foi como se tivesse "´parado no tempo", por gostar de livros tão antigos. Não precisei de muito esforço para depois ter certeza que não, eu definitivamente não "parei no tempo", continuo gostando de ler e admiro obras contemporâneas como Milton Hatoum, mas de fato, sou mesmo um apreciador de Machado de Assis, José de Alencar, por que não? Para mim, Senhora é uma excelente obra, dentro de sua época, em certos momentos até hoje faz total sentido nas disputas sociais, eu já aproveitei muito isso em sala de aula, meus alunos do Ensino Médio fizeram trabalhos de pesquisa comparativa, e surgiram discussões e abordagens muito boas.  Esse contato com a palavra escrita também me forneceu uma vontade de saber mais, ao encontrar palavras as quais não sabia o significado, em torno disso vieram os pontos de vista históricos e geográficos, filosóficos e sociológicos, científicos e matemáticos, a palavra escrita proporcionou a mim o encontro comigo mesmo e a vontade e disposição de lecionar.
Pensei em multiplicar essa imensa apreciação que foi crescendo em mim quanto aos livros, proporcionando uma viagem no tempo e ao mesmo tempo uma busca pelo conhecimento na realidade, que sem dúvida recomendo a todos.

Plano de Ação - Crônica Avestruz, de Mário Prata

Esta sequência didática foi feita em um dos encontros presenciais do curso Melhor Gestão, Melhor Ensino, oferecido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e mostra uma opção de trabalho em sala de aula com a crônica Avestruz, de Mário Prata, disponível em: http://efp-ava.cursos.educacao.sp.gov.br/Resource/413029,A6/Assets/linguaportuguesa/pdf/Avestruz.pdf